[About Me ]

Nome: Van

Quem sou: Uma garota que vive vijando na maionese, mas séria (rss). E que gosta de curtir a vida. Sou um poko sonhadora, mas e daí?! Gosto de estar com os amigos, de desenhar e escrever histórias (de vez em quando).

Onde mora: São Paulo.

Livros: Harry Potter, Senhor dos Anéis, Agatha Christie e Dan Brown.

Filmes: Encontro Marcado, Shrek, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Star Wars, Homem-Aranha e vários dos filmes de ação, aventura e comédia.

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[ Site By ]Van



07/03/2006 16:59
_____________________UM CASO INUSITADO_________________

Todos os dias acordo as quatro da manhã, tomo meu café com leite e como meu pão amanhecido, me apronto e saio rumo ao trabalho, por volta das cinco horas.
Chegando no serviço, três horas depois, coloco meu avental azul e vou diretamente para minha secção (trabalho na secção de embalagens de uma grande indústria de brinquedos). Depois do meio-dia, almoço. E, após o horário do almoço, volto ao estressante trabalho de embalar bonecas para a diversão de meninas ricas, pois essa boneca não é para ser comprada por nós, meros mortais. Aliás, neste mês, a versão que mais está saindo dessa boneca é a de fada.
Durante o horário de almoço, um amigo meu, o supervisor Paulo, sempre leva um jornal para ler, e depois que ele lê, me empresta. Sabendo ele dessa minha quedinha por leitura (leio tudo que me apareça pela frente – até bula de remédio, se bobear), está sempre me emprestando livros. Apesar dele me apresentar a muitos clássicos românticos, eu prefiro mesmo são os que falam sobre o sobrenatural, coisas do tipo anjos e afins. Claro que não acredito na existência destes seres, bom, não acreditava!
Minha vida poderia ter passado inteira desse jeito, com esta simplória rotina, se não fosse um fato: uma coisa extraordinária que me aconteceu não faz muito tempo.
Certo dia, estava eu a caminho do ponto de ônibus quando começou a chover e, para variar eu estava sem guarda-chuva. Como só isso não bastava, cheguei no ponto e fiquei sabendo que estava tendo uma greve-geral de motoristas e cobradores desde a meia-noite e não havia previsão para o termino da tal greve e também que motoristas ilegais estavam cobrando um absurdo para levar as pessoas. Então, resolvi ligar para o Paulo e avisa-lo que iria me atrasar. Me xingou até não poder mais, por ter o acordado as cinco da madrugada, mas assim que se acalmou, disse que estava tudo bem e que assim que eu chegasse à estação X do Metrô, ligasse para ele me buscar. Ainda bem que meu supervisor é um cara bacana, que soube entender que me atrasaria por motivo de causa maior.
Então, fui para a estação mais próxima de casa a pé. E caminhando fui. Passei pelos locais que sempre passo quando vou para o trabalho, mas somente nesse dia reparei neles! Tantas praças e jardins que nunca tinha visto (sempre durmo no ônibus), muito belos! Um desses jardins ficava próximo ao Metrô, um belo e grande jardim (o maior que já vi!). O sol já tinha nascido há algum tempo, as horas estavam voando e eu cada vez mais me atrasando, mesmo assim a vontade de conhecer esse jardim era mais forte do que eu. Entrei nele por um estreito caminho feito de tijolinhos. Mesmo que antes eu nunca tivesse reparado no caminho que fazia, poderia jurar que nunca tinha visto, nem mesmo de relance, este jardim. Ele tinha aparecido do nada, como por magia.
Como estava dizendo, entrei no jardim. Vi muitas espécies de árvores e flores que, para mim, eram novas, assim como alguns passarinhos que estavam acordando naquele momento. Mas o que mais me intrigou foi que, quando parou de chover apareceu um arco-íris muito, mas muito mais abaixo que o normal. Lembrei-me de quando era criança, quando minha avó me dizia que no final do arco-íris sempre havia um pote cheio de ouro deixado por duendes (ou seriam gnomos?). Aí fiz uma coisa que desde criança sonhava em fazer: achar o tal pote de ouro!! Comecei a caminhar em direção de uma das pontas do arco-íris – a esquerda – e o mais impressionante é que parecia que a cada passo que dava, estava mais perto dele! Enquanto me encaminhava para a tal ponta, vi uma borboleta de cores azul e roxo claro passando por mim.
De repente essa borboleta pára no ar bem na minha frente, fica ali parada por uns cinco segundos e sai em disparada e fazendo um barulho parecido com uma risadinha. “Mas borboletas não param no ar! Somente Beija-flor faz isso!” - pensei. Era muito estranha para ser uma borboleta! Muito grande e clara! Até parecia uma daquelas bonecas que empacoto na firma (na versão fada!). Resolvi segui-la até onde fosse! Para minha sorte, ela foi à mesma direção que estava indo.
Alguns metros a diante parei assustada, pois encontrei o que procurava: o final do arco-íris! E lá também estava ela: a grande borboleta, parada no ar, junta com muitas outras de sua raríssima espécie, também paradas no ar. Eram fadas! Foi só então que reparei em outra coisa: o grande pote de ouro, cheio até passar da boca, do outro lado do arco-íris. E atrás deste, o jardim mudava completamente, nem parecia que estava nesta grande cidade cinzenta e poluída! Parecia um mundo paralelo! Com novas espécies de plantas e animais, desconhecidas até por biólogos. De repente senti uma coisa puxando a barra de minha calça: era uma pequenina criatura com roupas verdes, gorro vermelho e olhos esbugalhados, olhando para mim. Me assustei – novamente –, era a primeira vez que via algo desse tipo. De repente o duende (ou seria gnomo?) me solta isso da sua pequena boca: “Até que enfim alguém encontrou nosso pote de ouro! Pode leva-lo, é todo seu!”.
Começo a ouvir uma musiquinha. Era meu celular tocando. Atendi. Era o Paulo me xingando outra vez! “Você se esqueceu que íamos sair hoje?!” – disse ele. Olhei para o relógio: dez da manhã! Respondi:
“Me desculpe, Paulo! Mas é que a estação de Metrô é muito longe pra se ir de a pé”.
“Por que não vai de ônibus?”.
“Por causa da greve, já te expliquei isso!”.
“Mas a greve foi só ontem! Sexta-feira! Hoje é sábado! Já acabou!”.
Só aí que reparei, eu estava em casa, exatamente no meu quarto, vestindo meu pijama. Desligue o celular na cara do coitado do Paulo. “Como assim, é sábado?!”, pensei. “E aquele jardim? O arco-íris? As borboletas com jeito de bonecas (na verdade, fadas)? O pote de ouro?”. Estas perguntas nortearam minha mente, que passou o fim-de-semana pensando só nisso.
Pois é, até hoje tento descobrir se o que vivenciei foi real ou só sonho. O tal grande jardim próximo à estação de Metrô sumiu. Só sei que, uma semana depois ganhei na loteria. Seria este o meu pote de ouro que os duendes (ou gnomos) mandaram me entregar?



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enviada por Van






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